"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

domingo, 24 de maio de 2009

VEM FAZER-ME VIDA...

Sabes o teu nome? Teu nome é a tua identidade.
Sabes a tua idade? A tua idade soma o tempo das tuas aprendizagens.
Sabes dos teus sentimentos? São eles que te identificam, que te dizem o ser que és.
Sabes quem és, há quanto tempo cá andas, aquilo que sentes...
Então porque não sebes da tua força?

Onde ficou perdida a tua essência primitiva de guerreira inabalável?



















Quero-te livre!
Quero-te forte!
Quero-te...tu!

Vem dar-me a mão e juntos caminharemos rumo ao teu reencontro.
Vem abraçar-me e no meu peito sentirás as batidas do teu coração.
Vem fazer-me vida que te ajudarei a reencontrar a tua.


Não penses...age apenas com o teu ser inerior...

Encontro-me por aqui perdido na tua desorientação, na esperança de me encontrar no teu reencontro.
























Não me vês?
Não me ouves?
Não me sentes?

Deixa-me abrir aquela porta que teimas em manter fechada com trancas e correntes.
Deixa-me banhar-te com aquela água fresca que te esforças em guardar dentro de um pequeno frasco até apodrecer.
Deixa-me alimentar-te de ar fresco e saudável.
Deixa-me simplesmente renovar-te...

Não te quero como já foste, quero-te como deves ser agora...

Quero-te de arco pronto a lançar a flecha que aniquilará todas essas sombras que não te permitem ver essa tua luz.



















Quero-te de espada erguida sem exitares em diferir o golpe que deitará por terra todos esses monstros que habitam os teus sonhos.
Quero-te com pintura de guerra criada apenas num ritual à tua vitória.
Quero-te despida de medos e pronta a combater nas próximas batalhas.
Eu quero-te forte e pronta a receber o teu troféu!

Mas tu não te queres e não queres o mundo que é teu por direito.


E eu, sento-me neste penedo...e aqui do alto choro...

Choro na esperança que minhas lágrimas te alcancem e te chamem de volta para mim...para ti...para o mundo...para a vida que te chama...

Mantenho-me de braços abertos ao vento, que me limpa de possiveis impurezas, confiante no momento de os fechar em ti...de me fazer calor nesse teu inverno interior...de me fazer agasalho nesse teu corpo gelado...


























Mas choro...
Choro por ti...
Choro por mim...
Choro pela vida que te espera...
Choro por todos os que esperam o teu regresso...

terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009


«O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!»


(Florbela Espanca)



terça-feira, 5 de maio de 2009

"Picture Of My Own"











Uma caçada mal sucedida para um Lobo, somente aperfeiçoa as habilidades e reaviva
o desejo.



Os erros cometidos não são vistos como falhas, e tornam-se
parte da base de conhecimento colectivo. É como introduzir
dados na memória de um computador- o conhecimento sempre estará lá para
o futuro.




Aquilo que os homens decidem considerar fracasso, os lobos convertem
em sabedoria.
Muitas pessoas vêem uma simples "caçada frustrada" como símbolo do
seu fracasso na vida.



Aprendemos do lobo, que simplesmente é hora de ir
caçar novamente.



O fracasso é uma atitude, não uma realidade.



O fracasso é a percepção; o sucesso, uma ilusão.