"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

quinta-feira, 16 de julho de 2009


Não me reconheço
Sou o verso, o inverso, o avesso
Do meu ser inato
Sou página em branco esperando a escrita
Sou a morte lenta lançada à beira da estrada
Eu olho pra mim e não me reconheço
Conto dias, horas, minutos,
E nada...
Sou elo fora da corrente
Um grito preso na garganta
Um afogar em águas paradas
Não me reconheço
Mas afinal sou eu
Continuo eu
A mesma carne, a mesma ossada
Olho pra mim e não me reconheço
A lâmina, o carrasco, a sentença
O nó, a tortura, a fogueira
Ainda posso calar se esse for o preço
Ainda posso fugir, se for o tempo
Mas nada apagará as visões da mente
Nada apagará o negro das frustrações
Nada iluminará o breu do horizonte
Eu olho pra mim e não me reconheço
Dois olhos Negros
Que me vêem através da Lua...

EM VÓS ME BANHO...

segunda-feira, 13 de julho de 2009