"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nada...



Nem som
Nem murmúrio
Nem um grito ou palavrão
Nada...
Um ai
Um lamento
Uma gargalhada ou um estrondoso choro
Nada...
Nada...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Amo-te...por isso...liberto-te...



É por ser verdadeiro o meu amor
Que te deixo voar
Amo-te...por isso...liberto-te...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

AINDA ACORRENTADA



- Ainda acorrentada?...
- Ainda acorrentada...mas prestes a soltar-me...acho eu..
Bem, estou a fazer por isso...
Tenho urgência que assim seja...
Ou...
O cansaço vence-me...
E morro asfixiada por este resto de correntes.
- E o que te falta para te libertares de uma vez?
- Forças...vontade...coragem...
- Vontade? Coragem?
Mas, como é possível não as teres?
- É possível sim, meu bom amigo...
Nesta fase, libertar-me, implica cortar laços muito fortes...
Implica culpar quem me foi acorrentando ao longo da vida...
Cada volta desta corrente que ainda cerca minha alma, é um relato da minha
fraqueza.
Ainda acorrentada...a ver vamos, por quanto mais tempo...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O BURACO


1.
Caminho pela rua,
Há um profundo buraco no passeio,
E caio lá dentro.
Estou perdido... não sei que fazer.
A culpa não é minha,
Preciso de uma eternidade para descobrir a saída.

2.
Caminho pela mesma rua,
E lá está um grande buraco no passeio,
Finjo que não o vejo,
Caio outra vez.
Custa-me a acreditar que esteja no mesmo lugar,
Mas a culpa não é minha,
Ainda preciso de muito tempo para sair.

3.
Caminho pela mesma rua.
Há um profundo buraco no passeio,
Vejo que lá está, Mas caio... já é um hábito.
Tenho os olhos abertos,
Sei onde estou,
Mas a culpa é minha,
E saio imediatamente.

4.
Caminho pela mesma rua,
Há um grande buraco no passeio,
E passo ao lado.

5.
Caminho por outra rua.

(Sogyal Rinpoche)

sábado, 5 de novembro de 2011