Sabes a tua idade? A tua idade soma o tempo das tuas aprendizagens.
Sabes dos teus sentimentos? São eles que te identificam, que te dizem o ser que és.
Sabes quem és, há quanto tempo cá andas, aquilo que sentes...
Então porque não sebes da tua força?
Onde ficou perdida a tua essência primitiva de guerreira inabalável?

Quero-te livre!
Quero-te forte!
Quero-te...tu!
Vem dar-me a mão e juntos caminharemos rumo ao teu reencontro.
Vem abraçar-me e no meu peito sentirás as batidas do teu coração.
Vem fazer-me vida que te ajudarei a reencontrar a tua.
Não penses...age apenas com o teu ser inerior...
Encontro-me por aqui perdido na tua desorientação, na esperança de me encontrar no teu reencontro.

Não me vês?
Não me ouves?
Não me sentes?
Deixa-me abrir aquela porta que teimas em manter fechada com trancas e correntes.
Deixa-me banhar-te com aquela água fresca que te esforças em guardar dentro de um pequeno frasco até apodrecer.
Deixa-me alimentar-te de ar fresco e saudável.
Deixa-me simplesmente renovar-te...
Não te quero como já foste, quero-te como deves ser agora...
Quero-te de arco pronto a lançar a flecha que aniquilará todas essas sombras que não te permitem ver essa tua luz.

Quero-te de espada erguida sem exitares em diferir o golpe que deitará por terra todos esses monstros que habitam os teus sonhos.
Quero-te com pintura de guerra criada apenas num ritual à tua vitória.
Quero-te despida de medos e pronta a combater nas próximas batalhas.
Eu quero-te forte e pronta a receber o teu troféu!
Mas tu não te queres e não queres o mundo que é teu por direito.
E eu, sento-me neste penedo...e aqui do alto choro...
Choro na esperança que minhas lágrimas te alcancem e te chamem de volta para mim...para ti...para o mundo...para a vida que te chama...
Mantenho-me de braços abertos ao vento, que me limpa de possiveis impurezas, confiante no momento de os fechar em ti...de me fazer calor nesse teu inverno interior...de me fazer agasalho nesse teu corpo gelado...
Mas choro...
Choro por ti...
Choro por mim...
Choro pela vida que te espera...
Choro por todos os que esperam o teu regresso...
Sim... como tu... "também pareço"...
ResponderEliminarComo tu... sinto realmente tanta confusão que parece que a cada dia passa... sei menos...
Quando somos pequenos... não nos perguntamos por que amamos... porque sofremos... Simplesmente vivemos...
Por vezes parece que dou em "maluco" com tanto sentimento e pensamento... experenciando em raros momentos, talvez nas passagens entre estas duas faces... o bom e o mau... um estado tranquilo... mas sempre tão fugidio...
Acredito em ti, amiga, no que dizes, no que escreves, no que sentes... obrigado pela tua presença...
http://www.youtube.com/watch?v=yW3gunMSCu4&feature=related
ResponderEliminar