
Quantas mais dores?
Quantas mais lágrimas?
Quantas mais feridas?`
Que poético é ter esperança...
Que força, é não perder a Fé...
Esperar por um amanhã melhor,
Imaginá-lo com cores alegres
Despido de nebelina...
Mas, ainda não entendeste?
A única diferença que encontrarás
Será mais um tempo passado...
Mais um sonho apagado,
Mais um sentimento magoado.
Amanhã, acrescentará ao hoje
Apenas o peso das horas, dos dias...
As marcas da esperança espancada pela realidade
Não, não creias que amanhã será melhor que hoje!
Diferente, será... mas melhor...
Vacina o teu coração e a tua alma
Que se enchem de Fé e Esperança
Proteje-os dessa efermidade
Que não mata, mas consome
Que não se gasta, mas que te desgasta.
E vive...
Dia após dia,
Armada, sempre, com o teu escudo.
Não anules o teu ser,
Não abafes a tua alegria,
Não bloqueies o teu dom de amar...
Mas, proteje-te da dor da permanente decepção.
Dos outros, não esperes tanto
Deste mundo impragnado de egoísmo, não exijas demais...
Sê tu própria, não sendo!
Como?
Pois, terás que descobrir...
Pois que é neste contexto que deve seguir a tua existência
Bem sei...
Um contexto onde não te enquadras,
Um cenário artificial ao qual não pertences,
Mas, onde foste despejada
Por motivos que para ti não têm razão de ser.
Só assim te será possível seguir com alguma sanidade...
Tens razão... então para quê?
Qual é a meta?
Um dia...
Um dia o saberás
E então compreenderás...
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