
Afligem-me lamúrias
Daqueles que nada fazem...
Chora-se uma vida
Grita-se uma dor
Esmurra-se uma porta fechada
Sem olhar a chave ali pendurada...
Fecha-se os olhos ao sol
Esconde-se o rosto entre as mãos
Lamenta-se a escuridão da noite
Anda-se sem norte pela rua
Sem sequer ver estrelas nem Lua...
Sufocam-me os gemidos
Dos que lamentam cada segundo...
Estrangulam-se sentimentos
Perdem-se novos rumos
Corre-se sem norte sozinho
Sem procurar um real caminho...
Teme-se a solidão
Foge-se da consciência
Procuram-se refúgios e esconderijos
Cava-se um buraco no chão
Mas, não se ouve o coração...
Queimam-me a essência as lamentações
Dos que lamentam a existência...
Culpa-se o mundo
Condena-se a sorte
Calam-se gargalhadas
Trancam-se emoções
Sem sequer tentar entender as razões...
Chorem... mas limpem as lágrimas!
Gritem... mas um grito sentido!
Lamentem... mas não se escondam!
Calem...mas sintam a dor!
Ergam os olhos... no chão há pouca cor!
Aflige-me o amor pela desgraça!
Aflige-me o cultivo da má sorte!
Aflige-me a cobardia!
Aflige-me a fraqueza...
Sem comentários:
Enviar um comentário