
Devia ser assim
Como se o momento seguinte não existisse
E a dor fosse a única forma de me saber eu?
Devia eu curvar-me e sangrar e gritar e chorar
Como eterna escrava da desilusão
E única amante do sofrimento?
Devia eu tropeçar e ficar em lamentação
Como se o futuro fosse um grande nada
E todas as esperanças gritassem o silêncio do impossível?
Devia alimentar a demência e fechar-me em falsos sonhos
Como se não fosse ver o sol amanhã
E todas as portas fossem feitas sem fechadura?
Como devia ser?
Digam-me…
Porque só sei ser sentimento em tempestade
E vontade de voar
E sonho de acreditar.
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