"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Até Sempre!!



Até sempre meu querido amigo....
Descansa em Paz!

Descansa desta luta injusta
Que travaste com todas as forças contra um inimigo invisível...intolerante...egoísta...cruel....
Fica uma grande saudade....
Mas a certeza que estás em boas Mãos...

Até sempre!!!!









sábado, 16 de fevereiro de 2013

Aguarela



Nos momentos sem cor
De profunda solidão
Uma música era tudo o que bastava
Para pintar com aguarela os seus sonhos
E voltar a lugares por onde há muito não passava...

It's Time

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Final de um conto



Tão rápido se aninhava no seu colo
Sedento da paz deste amor e transbordando sonhos 
Como desaparecia na noite
Deixando-a mergulhada na escuridão
Era assim que o amava e não tinha intensão de o mudar 
Nas noites mais escuras, procurava uma estrela 
Enviava-lhe poemas sobre o seu amor
Ele lia-os e corria para ela
Sedento da paz deste amor e transbordando sonhos
Prometeu sempre que voltava e ela prometia esperar
Prometeu um dia querer ficar e ela prometia acreditar
Cumpriu o prometido
Mas ela... ela não conseguiu...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

METADE


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro