"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

sábado, 1 de dezembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

E SEGUE O TEMPO




E o que era ontem, hoje não é mais
E o que é hoje, amanhã deixará de ser...
E segue o tempo
Com sua força destruidora
Como guerreiros de espadas erguidas
Determinados a cortar as amarras que os prendem na solidão
De batalhas outrora perdidas

E o que ontem foi ferida, hoje é cicatriz
E o que hoje é dor, amanhã será lembrança
E segue o tempo
Com seu poder incontrolável
Como curandeiros destemidos
Determinados a expulsar demónios que destroem a alma
De corpos pela angústia consumidos

E segue o tempo
Com sua determinação
De que nada permaneça igual...






sábado, 20 de outubro de 2012

O CAMINHO



... e foi este o caminho que escolheste...talvez sem consciência do quão tortuoso seria...mas, agora nada há a lamentar. 
Seguir em frente de olhos postos no horizonte...na esperança de avistar um chão de areias macias e frescas...onde teu corpo possa descansar de tão penosa e solitária travessia...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Neste Momento



Neste momento
Ainda não está certa do que vai conseguir
Mantém-se acorrentada ao medo de voltar a sonhar
Ao medo de voltar a desejar
De voltar a querer, de voltar a acreditar
Mas, neste momento tem uma certeza:
Não mais permitirá que a maldade dos outros escureça o seu coração!
Não mais dará permissão para que o negro dos outros apague a cor à sua alma!
Não mais verterá uma lágrima de desilusão!



sábado, 22 de setembro de 2012

Nesta Particular Noite




E nesta noite....nesta particular noite
Em que sinto em cada canto do meu coração vazio
O peso do lixo que teima em permanecer
Nesta particular noite
Em que a solidão aperta o meu peito e a saudade dói...
Em que pesadelos reais invadem a minha mente cansada
Eis que a chuva cai enérgica e raios irrompem nos céus anunciados por ruidosos trovões
E nesta noite...nesta particular noite
Caio de joelhos na terra 
E peço para que toda esta água me lave os sentimentos
Levando por terra todas as desilusões e mágoas que não me deixam sorrir
Que os raios encham de luz e energia a minha alma e o meu coração
E que os ruidosos trovões façam surdos meus ouvidos
Para as vozes daqueles que me atormentam
E nesta noite...nesta particular noite
Em que as primeiras chuvas de outono
Lavam com vigor tudo o que ainda resta da estação que findou
Caio de joelhos na terra
Para que possa ser lavada do lixo que ficou de ontem...