"Imortais mortais, mortais imortais, que vivem a sua morte e morrem a sua vida."

Heraclito, 540-480 a. C., filósofo grego, Da Natureza

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

I WANT OUT








From our lives' beginning on
We are pushed in little forms
No one asks us how we like to be
In school they teach you what to think
But everyone says different things
But they're all convinced that
They're the ones to see

So they keep talking and they never stop
And at a certain point you give it up
So the only thing that's left to think is this

I want out--to live my life alone
I want out--leave me be
I want out--to do things on my own
I want out--to live my life and to be free

People tell me A and B
They tell me how I have to see
Things that I have seen already clear
So they push me then from side to side
They're pushing me from black to white
They're pushing 'til there's nothing more to hear

But don't push me to the maximum
Shut your mouth and take it home
Cause I decide the way things gonna be

I want out--to live my life alone
I want out--leave me be
I want out--to do things on my own
I want out--to live my life and to be free

There's a million ways to see the things in life
A million ways to be the fool
In the end of it, none of us is right
Sometimes we need to be alone

No no no, leave me alone

I want out--to live my life alone
I want out--leave me be
I want out--to do things on my own
I want out--to live my life and to be free

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MUDANÇAS

Os dias correm e as transformações acontecem.
É inevitável a mudança surgir em nós e ao nosso redor.
Hoje somos sorridentes e sonhadores,
amanhã, depois de uma mudança repentina,
já somos tristes e pessimistas.
É a roda viva do momento que nos faz girar
e sem esperarmos,
metamorfoseamos em algo
que não esperávamos poder existir.
É o eu mudar para um outro eu.
Muitos momentos me transformaram,
De criança em adulta,
de estudante em trabalhadora
de aluna em professora,
de fraca em forte e de forte em fraca.
Já fui muitas, em alturas diferentes
e continuo a não ser o mesmo de amanhã.
Receamos as mudanças, mas elas não querem saber.
Simplesmente acontecem.
Queremos ser felizes num determinado contexto,
mas logo se abrem outros
e desejamos algo melhor e mais grandioso.
Algumas mudanças deixam-nos guardar coisas antigas,
mas outras mudam totalmente a nossa vida,
apagam o trilho,
queimam tudo o que foi plantado.
Dizem os sábios que temos que esquecer,
dar a volta por cima dos dissabores.
Mas isso é ser hipócrita,
porque se a única coisa que fica são as memórias,
e essas são as que nos fazem existir,
então, a dor é irreversível
porque vem de mão dada com as lembranças.
Resta-nos atenuar o que não podemos alterar,
conduzir a vida e não esperar que ela se transforme por si só.
Acreditar que o destino existe, mas que não está escrito.
Viver é estar aberto a mudanças,
é aceitá-las se concordarmos ou rejeitá-las quando as não queremos.
Acabar não tem de ser o terminar.
Começar não tem de ser o iniciar.
Acabar não é o fim e o começar não é o ponto de partida.
Vejo a vida através de uma linha recta,
sem inicio, sem meio e sem fim...
apenas uma recta ao encontro de outras que possam aparecer no caminho.
Durante o viver, poucas são as linhas que são compatíveis com a nossa.
Pessoas que se compreendam e que se queiram.
Pessoas que usam o mesmo lápis na escrita e no desenho.
Pessoas que se amam.
Pessoas que existem para existirem uma para a outra.
Pessoas comuns a mim...a ti...comuns a nós

sábado, 17 de outubro de 2009

UMA VIDA...





Ainda mal abrira os olhos
E lá estavam os mesmos pensamentos
Aqueles terríveis sussurros
Sempre os mesmos tormentos

Repetem-se as palavras
Que rodopiam num espiral
Não se lembra de ter sonhado
Apenas desta tortura que é real

Basta!
Grita angustiado
Sente-se enlouquecer
Está cansado deste tormento
Seu único desejo é morrer

Mas, não padece de doença física
Apenas anos de fraqueza
Sem forças para a superar
Seu coração sangra tristeza
E não o consegue tratar

Olha-se ao espelho...
E abomina aquela visão
“Que treta de ser!
Que grande falhado sou!
Para quê continuar a viver
Este rumo que a vida tomou?”

Mas a vida não ruma sozinha
Quem tem o leme és tu
Se queres sair de mares revoltos
Não deixes à deriva a embarcação
Não podes deixar os remos soltos
Segue as coordenadas do teu coração.

“Sim!
Vou segurar os remos!
Com todas as forças, remar contra a maré
A forte ondulação vou passar
Em terra firme pôr o pé
E em novo chão caminhar...”

Tomou seu banho efusivamente
Como que para de tudo se limpar
Secou-se numa toalha habitual
Com a mesma escova se penteou
Vestiu a roupa usual
Com o mesmo perfume se perfumou.

Saiu de casa decidido
De que seria um novo dia
Pelas ruas de sempre caminhou
Mas hoje, com passos acelerados
Os mesmos rostos encontrou
No café de sempre sentados.

Bebeu o seu galão, com o seu bolo preferido
E saiu direcção ao seu emprego rotineiro
Não o fazia de coração
Apenas para ganhar dinheiro.

Um dia igual a tantos outros
Sem nada de novo acontecer
Sem adquirir novos conhecimentos
Apenas mais um dia viver.

Voltou a casa cansado
Deitou-se no seu sofá
Os sussurros de sempre ecoaram
Sentiu-se novamente entristecer
Terríveis pensamentos de novo o torturaram.

Afinal, o que mudaste tu?
Nada!
Tornou-se num eco constante
E ele mais desanimava
Relembrou todos os passos deste dia
E, sem dar conta já chorava
Porque afinal, nada podia.

A embarcação!
Lembrou-se de repente.
Saiu de casa sem em mais nada pensar
Durante horas caminhou
Finalmente chegou ao mar
E sem dúvidas por ele entrou...

A ondulação forte e incerta
Empurrava-o bem para o fundo
Ele não se debatia
Não queria voltar ao mundo.

Passou-lhe a tela da vida
Com boas e más recordações
Pensou em tudo o que perdera
Pelas suas más decisões.

Sentiu-se morrer de Saudades
De todos os que um dia amou
Não se consegue perdoar
Porque em troca todos magoou.

Pensou no dia do seu funeral
Quem iria chorar por ele?
Viu sofrimento nos seres amados
Dor sentida e verdadeira
Seus belos rostos transfigurados
Pela sua fraqueza derradeira.

Abriu os olhos...
Não aguentou dolorosos pensamentos
Iria mais uma vez dilacerar
Todos os corações que o acolheram
E ele nunca soube amar.

Olhou na direcção da superfície
O Sol afogava-se também
Mas, em poucas horas voltaria a nascer
Já ele, nada fazia
E sabia que ia morrer.

O fim aproxima-se...
Já não consegue, nem quer suster o ar
Segundos inundariam seus pulmões
Seu coração doente, iria por fim descansar
Era o fim das suas provações.

Perdoem-me!
Quis dizer...
Mas, a água não permitia
Bracejou...
Debateu-se...
Só queria ver mais um nascer do dia.

Chorou...
Arrependeu-se...
Mas, a terra não mais voltaria.

Na sua maior fraqueza
Tomou o leme da embarcação
Sem forças não desistiu
Pensou com o coração
E....realmente conseguiu.





Perdoem-me!
Conseguiu então dizer
Logo que sentiu no seu rosto ar
Sentiu-se desfalecer
Mas, alguém o veio ajudar.

Foram breves segundos
Que duraram verdadeira eternidade
Ali morreu um ser derrotada
Mas, juntamente com o Sol, nasce outra realidade.

Ao abrir os olhos
Pensou que tudo poderia estar igual
Mas, não a sua maneira de pensar
Os seus fantasmas e medos
Morreram no fundo do mar.

Como será amanhã?...
Isso pouco interessava...
Seguiria as coordenadas do coração
Pois descobrira que ele ainda amava

E, não mais deixaria à deriva a embarcação...



domingo, 11 de outubro de 2009

...tomou conta de mim...























Hoje a solidão tomou conta de mim
Então afoguei-me num mar de tristeza






















Hoje eu senti
Que estar sozinha é estar envolvida por todos
E não sentir ninguém ao meu lado




























Hoje eu chorei
E ao chorar senti o meu corpo desmanchar-se.
Então ouvi no silêncio, uma história triste
Narrativa de páginas cinzentas,
escritas com meus sentidos.






























Hoje a solidão perfurou meu coração
E nele deixou a dor e o sofrimento

















Hoje a solidão tomou conta de mim

sábado, 10 de outubro de 2009


Rasgam-se os olhos,
solta-se o sal de mais uma noite de breu.
De um negro cortado por pontos de luz
que me cegam de branco
e me ensurdecem de silêncios sentidos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Segue a vida...



E segue a vida...


Com desilusões e ilusões
Com amores e desamores
Com alegrias e tristezas.
Morre o passado
Mas jamais se esquece!

E segue a vida...
Com forças para andar
Com vontade de viver
Com alegria e amor para espalhar...

Viver hoje!
Recomeçar
Ou simplesmente continuar...
Seguir um caminho!

E segue a vida...
Porque parar é morrer
E morto...
Só o passado!!!

domingo, 4 de outubro de 2009

VOA

Voa minha liberdade, voa
Entra se eu servir de morada
Permite-me voar à tua altura
Apoiada na tua cintura
Como eterna namorada

Voa como um sonho desvairado
Um sonho que só se sonha acordado
Voa, coração esvoaçante
Como voa um pássaro gigante
Contra os ventos sem pecado

Voa nas manhãs ensolaradas
Entra, faz verdade esta ilusão
Voa e leva a dor do meu grito
Quero ser teu infinito
Neste azul sem dimensão

Voa…

sábado, 5 de setembro de 2009

MEDOS




Medos não são vergonha.
E eu tenho medos...
Tenho muitos medos...
Medo de que no próximo amanhecer
Meu corpo não se consiga aquecer ao sol.
Medo de que no dia seguinte,
Meus pulmões não necessitem mais de oxigénio.
Tenho medo,
De que na minha próxima fotografia de família,
Falte alguém...
Tenho medo que nesta próxima noite,
Não veja mais estrelas neste céu divino.
Medo que a lua cheia caia sobre meus sonhos,
E os desmanche,
Como um simples castelo de areia.
Eu tenho medo,
Que para as próximas canções não restem rimas,
Que para os próximos versos não restem papéis.
Tenho medo,
De que na próxima estação
Meu coração esteja a sangrar,
Impedindo-me de vivê-la.
Tenho medo,
Que no meu próximo beijo
Não encontre os lábios de que amo.
Tenho medo,
Do amanhã,
Tenho medo que no meu jardim
As flores não mais desabrochem.
Tenho medo...
Pois amo todos os que me cercam
E não posso ser capaz de imaginar a dor,
Se no depois de tudo,
Alguém faltasse no meu agora.
Eu tenho medo...
Mas sei que é tendo medo,
Que posso estar aqui
E viver em motivo de uma grande razão.
Pois eu tenho medo...
De perder tudo o que amo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PARA TI, MANICA...


PARA TI, MANICA...
A MELHOR MANA QUE ALGUÉM PODE TER



Este blog é dedicado
A todos os momentos que passamos juntas.
Bons e maus
De alegrias e tristezas,
mas jamais de derrotas!
A cada beijo, cada abraço,
A cada lágrima que derramamos uma pela outra.
É dedicada a cada precioso instante,
Que criamos,
Apenas por estarmos uma ao lado da outra.
Por todas as vezes que lutamos contra,
Todo o ódio e lágrimas que nos rondavam.
É dedicada a todas as coisas simples;
Pequenas coisas que TU fizeste e tens feito por mim,
Mas que são sempre tão grandes
São sempre tão fortes.
É dedicada a todos os momentos
Em que TU estiveste "lá",
Quando eu precisei de TI
E nem tive que te chamar.
Por todos os sacrifícios pessoais,
Que TU fizeste por mim.
Por todas as vezes que TU me compreendeste
e por todo o suporte
que TU sempre me deste.
Por todo o carinho e amor que,
TU me vens dado todos os dias.
E principalmente, é dedicada a TI,
Para demonstrar o quanto TU és,
Importante para mim,
E o quanto eu acredito em TI.

Esta mensagem é do meu coração para,
Te dizer que te amo muito, MANICA!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

APENAS A TUA VOZ


E quem te disse que não podias ser feliz?
E quem te chamou de fraco ou cobarde?
E quem te disse que essa luta não valia a pena?
Não creias nessas vozes ocas, que nada sabem de ti!
Aquele que te manda parar, desconhece a tua natureza guerreira;
Aquele que te manda calar, teme a força das tuas palavras;
Aquele que não te deixa dormir, morre de medo do poder dos teus sonhos;
Aquele que te tapa o horizonte, receia a longevidade do teu olhar.
Não cedas a quem não te deixa crescer!
Tu és tu!
Dono de ti.
Ouve a tua voz...
Apenas a tua voz.
Nela ouvirás tudo o que precisas para seguir;
Nela estarão as palavras de todos os que te querem ver crescer;
Nas tuas palavras estará o bálsamo para corações em sofrimento.
Não te cales nunca!
Não desistas dessa tua luta!
Não estás sozinho...
Não limites o teu horizonte!
Ele é infinito...
Não aniquiles o teu ser, nem permitas que outros o façam
Ouve a tua voz...
Apenas a tua voz...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

SONHO DE SONHO




Ontem sonhei que sonhava
E nesse sonho
O meu sonho eras tu
Sonho de um sonho inacabado
Sonho de um sonho acordado

Mas, afinal um sonho
Um sonho de sonho
Sonho de um sonho vencido
Sonho de um sonho temido
E sonhei
Com um sonho de sonho
Onde eras tu o meu sonho
Sonho de um sonho real
Sonho de um sonho imortal.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



AH! AH!
Nunca!
Jamais o conseguirás!
Quem pensas tu
Ser pequeno
Achas-te capaz?
Jamais o conseguirás!
Puxa-me o tapete
Esburaca-me o asfalto
Tira-me o chão...
Mas nunca
Ouviste?
Nunca!
...me farás cair.
Porque ganharei asas
E os céus serão meu limite.
Empurra-me
Vá!
Porque esperas?
AH!
Sabes que ao teu impulso
Voarei...
Pois te digo
Jamais me verás cair!
Qualquer rasteira
Qualquer traição
Qualquer empurrão
Apenas,
E agradeço-te!
Pois, apenas
Serão minhas asas
Meu salto
Minha libertação...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O TRISTE UIVO DA LOBA


A lua cheia ilumina a negra floresta,
O leve esvoaçar de uma coruja,
o som do vento nas altas ramagens
invadem o silêncio da escuridão
e nada se vê, e nada se ouve.
Apenas o bater descompassado
De um triste coração.
O insignificante som do partir de um ramo
torna-se estridente.
Caminha devagar,
procurando não ser detectada.
Mas a sua respiração ofegante
Deixa adivinhar a sua já longa caminhada
por entre o negro da floresta .
Desviada da matilha caminha só,
de cabeça baixa
não anda a caça,
procura algo que perdeu...
Ouve-se fungar de tristeza
Pois o que busca não é seu...
Enquanto se movimenta lentamente
procurando por todos o recantos
o seu olhar entristece todos os pequenos seres.
Deixou o seu olhar assustador
Que aterroriza quem se cruza
Desvanecer-se em tamanha dor.
Mais à frente o som da água corrente chama-lhe a atenção,
desviando-lhe o olhar para o brilho de um riacho.
Pára para se refrescar
o seu focinho reflecte-se na água pura,
olha durante breves segundos...
Entristece-se ainda mais ao ver na figura
que a seu lado falta o que procura.
Deambula pela floresta perdida
já desesperada
caminhando com passos fracos e incertos.
Olha a sua companheira Lua
E pede-lhe um sinal...
O ponto mais alto da negra floresta!...
Onde as copas das árvores não a cubram
Onde encontre o luar livre de sombras...
Lentamente salta por entre as pedras
subindo ao ponto mais alto.
Recupera as suas forças
e última pedra é atingida num só salto.
Senta-se de cabeça baixa
cansada de tanto caminhar...
o luar ilumina o brilho dos seus olhos,
que se enchem de água...
Uma lágrima cai
E outra...e outra...
O vento sopra agora com mais força no topo da floresta,
Olha o horizonte à sua volta...
Um último suspiro é o que lhe resta.
Pede ao eco que a ajude...
Olha para a Lua Cheia,
enche o peito de ar
e fechando os olhos...
envia o seu último grito
de ADEUS
ao seu amor:
O triste uivo da Loba.

quinta-feira, 16 de julho de 2009


Não me reconheço
Sou o verso, o inverso, o avesso
Do meu ser inato
Sou página em branco esperando a escrita
Sou a morte lenta lançada à beira da estrada
Eu olho pra mim e não me reconheço
Conto dias, horas, minutos,
E nada...
Sou elo fora da corrente
Um grito preso na garganta
Um afogar em águas paradas
Não me reconheço
Mas afinal sou eu
Continuo eu
A mesma carne, a mesma ossada
Olho pra mim e não me reconheço
A lâmina, o carrasco, a sentença
O nó, a tortura, a fogueira
Ainda posso calar se esse for o preço
Ainda posso fugir, se for o tempo
Mas nada apagará as visões da mente
Nada apagará o negro das frustrações
Nada iluminará o breu do horizonte
Eu olho pra mim e não me reconheço
Dois olhos Negros
Que me vêem através da Lua...

EM VÓS ME BANHO...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

OIÇO O SILÊNCIO E... VEJO O NADA


Sento-me só, a olhar para nada
E apenas olhando
Permaneço silenciosamente
Apenas calada.
Sento-me só, a olhar o vazio
Sinto os raios de sol
Permaneço gelada
Apenas com frio.
Sento-me só, a ouvir os sentidos
E apenas ouvindo
Permaneço surda
Aos sons desconhecidos.
Sento-me só, a ouvir os gemidos
De uma alma em dor
Permaneço indiferente
Aos murmúrios perdidos.
E nesse silêncio que me segreda tanto que sei e não admito
E nesse nada que olho, com traços e cores que eu mesma pinto
E nesse sentar-me só, mas não vazia, apenas eu e a vida
E nesse momento em que paro, penso e não ajo
Deito-me silenciosa, oiço o silêncio e vejo o nada.

domingo, 24 de maio de 2009

VEM FAZER-ME VIDA...

Sabes o teu nome? Teu nome é a tua identidade.
Sabes a tua idade? A tua idade soma o tempo das tuas aprendizagens.
Sabes dos teus sentimentos? São eles que te identificam, que te dizem o ser que és.
Sabes quem és, há quanto tempo cá andas, aquilo que sentes...
Então porque não sebes da tua força?

Onde ficou perdida a tua essência primitiva de guerreira inabalável?



















Quero-te livre!
Quero-te forte!
Quero-te...tu!

Vem dar-me a mão e juntos caminharemos rumo ao teu reencontro.
Vem abraçar-me e no meu peito sentirás as batidas do teu coração.
Vem fazer-me vida que te ajudarei a reencontrar a tua.


Não penses...age apenas com o teu ser inerior...

Encontro-me por aqui perdido na tua desorientação, na esperança de me encontrar no teu reencontro.
























Não me vês?
Não me ouves?
Não me sentes?

Deixa-me abrir aquela porta que teimas em manter fechada com trancas e correntes.
Deixa-me banhar-te com aquela água fresca que te esforças em guardar dentro de um pequeno frasco até apodrecer.
Deixa-me alimentar-te de ar fresco e saudável.
Deixa-me simplesmente renovar-te...

Não te quero como já foste, quero-te como deves ser agora...

Quero-te de arco pronto a lançar a flecha que aniquilará todas essas sombras que não te permitem ver essa tua luz.



















Quero-te de espada erguida sem exitares em diferir o golpe que deitará por terra todos esses monstros que habitam os teus sonhos.
Quero-te com pintura de guerra criada apenas num ritual à tua vitória.
Quero-te despida de medos e pronta a combater nas próximas batalhas.
Eu quero-te forte e pronta a receber o teu troféu!

Mas tu não te queres e não queres o mundo que é teu por direito.


E eu, sento-me neste penedo...e aqui do alto choro...

Choro na esperança que minhas lágrimas te alcancem e te chamem de volta para mim...para ti...para o mundo...para a vida que te chama...

Mantenho-me de braços abertos ao vento, que me limpa de possiveis impurezas, confiante no momento de os fechar em ti...de me fazer calor nesse teu inverno interior...de me fazer agasalho nesse teu corpo gelado...


























Mas choro...
Choro por ti...
Choro por mim...
Choro pela vida que te espera...
Choro por todos os que esperam o teu regresso...

terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009


«O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!»


(Florbela Espanca)



terça-feira, 5 de maio de 2009

"Picture Of My Own"











Uma caçada mal sucedida para um Lobo, somente aperfeiçoa as habilidades e reaviva
o desejo.



Os erros cometidos não são vistos como falhas, e tornam-se
parte da base de conhecimento colectivo. É como introduzir
dados na memória de um computador- o conhecimento sempre estará lá para
o futuro.




Aquilo que os homens decidem considerar fracasso, os lobos convertem
em sabedoria.
Muitas pessoas vêem uma simples "caçada frustrada" como símbolo do
seu fracasso na vida.



Aprendemos do lobo, que simplesmente é hora de ir
caçar novamente.



O fracasso é uma atitude, não uma realidade.



O fracasso é a percepção; o sucesso, uma ilusão.



terça-feira, 14 de abril de 2009

...se pudesse...




Eu queria ser um rio para poder transbordar
todas as emoções que me sufocam;
um vulcão para poder explodir
tudo o que mantenho refém dentro de mim;
as ondas do mar para deixar em terra
todo o lixo que suja a minha alma.
Queria ser livremente louca
e poder fazer de tudo aquilo
que sonho a minha realidade.
Queria um banho de cachoeira,
sentir aquela água fria e transparente
entrar na minha pele limpando cada poro,
retirando cada partícula de pó entranhada.
Queria ser Lua Cheia
E inundar de brilho cada recanto
Do meu corpo e de minha alma.
Queria...
no meio de tudo,
entre pedras e espinhos,
num mundo cheio de cercas e correntes
encontrar a minha paz.
Sou uma guerreira acorrentada
num mundo estranho à minha essência;
Se pudesse...
Subia ao penedo mais alto
E uivava a minha solidão...

domingo, 12 de abril de 2009

Lágrimas Ocultas




Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago…
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

(Florbela Espanca)

sábado, 21 de março de 2009

3 DIAS......







Coragem....


Como vamos pedir coragem a alguém que está em risco de viver apenas 3 dias?


O que podemos dizer a alguém que temos no coração....e que podemos deixar de ter na vida?


Como aconchegar os filhos desse ser....que em breve poderão deixar de ter o abraço acolhedor de seu Pai?


Como tranquilizar os netos...que em breve poderão não ter mais os mimos do avô?




Que sensação de invalidez....de incapacidade....


Que vazio de pensamentos...


Que silêncio ensurdecedor...




O que vale a vida além do dia de hoje?


O que valem os sentimentos retidos e não partilhados?




O meu coração está apertado....porque daqui a três dias....


Alguém poderá estar apenas aí....no meu coração....e no coração de todos os que o amam...


Porque apenas três dias....três....três dias....e....uma eternidade...




O meu desejo.....


Que os três dias não passem....






domingo, 15 de março de 2009

MOMENTOS...


Como são difíceis os momentos...

Momentos de decisão,

momentos de escolhas,

momentos de solidão,

momentos a dois,

momentos de partidas...

Momentos em que decidimos nossos destinos,

nossos caminhos

Momentos de plena lucidez

outros de intensa loucura

Momentos que se tornarão a dúvida ou a certeza,

uma realidade ou um sonho,

uma alegria ou uma lágrima...

Momentos que farão de fracções eternos dividendos

Momentos que nos tornarão heróis ou cobardes

Momentos que nos farão amar ou odiar

Momentos que serão lembranças ou esquecimentos,

eternidades ou simples passagens,

sublimes ou ilusórios.

Momentos de paixão,

momentos de capricho,

momentos de incerteza,

momentos de loucuras,

momentos de anseios,

momentos de desejos.

Momentos, momentos......momentos,

Momentos que terei para recordar,

que enriqueceram a minha vida

Aqueles momentos que realmente me tocaram,

aqueles que realmente me fizeram,
de algum modo mudar a minha existência



E sei com toda a certeza...
Que bons e maus momentos

valeram a pena...

sábado, 14 de março de 2009

História de um lobo solitário





Esta noite, pela madrugada

Ouvi uma melodia encantada,

Da chorosa guitarra de um trovador.

Foi cantando em sentidas quadras,Repletas de palavras magoadas

A história de um caso de amor.

Segundo a lenda rezava,

Um pobre lobo solitário

Vivia o mais triste dos fados.

Apaixonou-se pela lua,

Sonhava-a como se fosse sua

E tinha o coração em pedaços.

Correndo à noite pelos montes,

Todos os ribeiros e fontes,

Na esperança de poder tocar-lhe.

Tal era o amor que sentia,

Que mal via raiar o dia

Na sua toca se refugiava.

E quando a noite chegava,

Para a sua amada, ele corria.

Perdido na sua doce loucura,

Cansado de tanto tentar,

Percebeu que à sua bela Lua

Jamais se poderia juntar...

Perdido no seu desespero,

Sentindo apenas a dor,

De não ter seu grande amor,

Ficou-se no monte a chorar...

No uivar rouco trazia os gemidos,

E os versos mais sofridos

De um coração magoado.

Seus lamentos de tão sentidos,

Tão intensamente vividos,

Giraram o mundo inteiro.

E tanto descontentamento,

Tocou bem fundo na alma

De todos os seus companheiros.

Desde então que pelos montes

Não mais teve fim, este legado:

Os lobos seguem uivando à lua,

Como que esconjurando o calvário

De um amor desafortunado...

A história do lobo solitário.

( desconheço o autor)

A NOITE


Foi a mais bela de todas as noites

Que me aconteceram

Dos nocturnos silêncios que à noite

De aromas e beijos se encheram

Foi a noite em que os nossos dois Corpos cansados não adormeceram

E da estrada mais linda da noite uma festa

De fogo fizeram.

Foram noites e noites que numa só noite

Nos aconteceram

Era o dia da noite de todas as noites

Que nos precederam

Era a noite mais clara daqueles

Que à noite amando se deram...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Almas Livres

Uma alma aprisionada, jamais será feliz!

Que nunca se espere amor de uma alma livre acorrentada.





O destino une e separa pessoas, mas mesmo ele sendo tão forte, é incapaz de fazer com que esqueçamos pessoas que por algum momento nos fizeram felizes...








Mesmo quando os pensamentos e lembranças se tornam distantes,
sentimos a sua presença dentro de nossa alma...





Algures...na eternidade...o verdadeiro amor une-se apadrinhado por uma harmoniosa melodia de cor e luz...

quarta-feira, 11 de março de 2009

FILHA







FILHA...
Tu que nasces do Amor verdadeiro e da paixão sentida
Que abres os caminhos da Alegria e da Esperança
Tens a Lua nas mãos e Estrelas no olhar
Tu que choras e ris com o coração aberto
Que cresces a cada dia em Corpo e Espírito
Tu que crias laços inquebráveis de Afecto, Amizade e Ternura
Dá-me sempre a música do teu sorriso!
Dá-me sempre a melodia das tuas palavras!
Aquece-me sempre com o Sol do teu Ser!
Tu és o nascer de cada Dia
O mundo em transformação
A luz em movimento
Tu que tiras gargalhadas de corações sangrados
Que trazes brilho aos olhares embaciados
Tu que és a Vida em mim!
Tu que és a minha Vida!
Dá-me sempre a música do teu sorriso!
Dá-me sempre a melodia das tuas palavras!
Aquece-me sempre com o Sol do teu Ser!

(para o Sol da minha vida, a minha Xuca)

terça-feira, 10 de março de 2009

Eu...



Já perdoei erros quase imperdoáveis;
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso;
Já me decepcionei com pessoas
com quem nunca me pensei decepcionar.
Mas, também já decepcionei alguém...
Já abracei para proteger,
Já pedi um abraço como protecção.
Já ri quando não podia,
Já chorei quando não devia.
Fiz amigos eternos!
Amei e fui amada;
Fui amada e não amei
E também já fui rejeitada.
Já gritei e pulei de tanta felicidade;
Já me contorci de medo e dor.
Já vivi de amor e fiz juras eternas
Eheh....muitas foram quebradas
Já chorei a ouvir músicas, a ver filmes e fotos...
Já liguei só para ouvir uma voz;
Já me apaixonei por um sorriso, por um olhar...
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade!
E quase morri de medo
De perder alguém muito especial...
Mas vivi!!!!! E ainda vivo!!!!!
Não passo pela vida...
Abraço a vida e vivo com paixão
Perder com classe e vencer com ousadia!
Porque o mundo pertence a quem se atreve...
E a vida é MUITO para ser insignificante!